terça-feira, 11 de maio de 2010

O pão nosso de cada dia..

Soam engraças as palavras de desdém dos céticos quanto à esse movimento. Esses são infelizes, vazios. Esses nunca vão partilhar dos mesmos olhares e emoções que os mais simples operários vivem à cada semana, à cada tarde, à cada noite. Esses vão viver uma quarta feira à noite como deveria ser vivida. Enquanto a massa operária tem no olhar de uma cansada quarta à noite, uma manhã de sábado, dessas raras e únicas . Os céticos e suas opiniões intelectualizadas não merecem meu reconhecimento.

Reconheço porém, as tentativas daqueles que tentaram criar outro movimento , outro esporte que repruduza a vida em um jogo que não o futebol. Reconheço a tentativa. O sucesso continua a escadarias abaixo.

Outros povos fazem-de-conta ter a mesma alegria sulamericana com seus esportes, seus passatempos, meros. Tentativa falha, se iludem e sabem disso. Puro faz-de-conta, A benção foi concedida e limitada à aqueles que encontraram a vida diante de um campo . Abençoados são os que vivem acerca das quatro linhas de cal.


Ateus viram religiosos praticantes. Velhinhos que sentam silenciosamente nas poltronas vermelhas do ônibus, radicais de esquerda nos seus 19 anos. Mulheres submissas em seus empregos e lares; chame-as de Joanas, d'arc. A cidade apressada, é pulsante. O raro abraço entre filho e pai, vira único e fervoroso, na hora em que as redes tremulam.
Deixem para chamar de esporte, os outros esportes.

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